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16-04-18 15:01

‘Vírus H2N3’ não circula em nenhum lugar do mundo, afirma OMS

No Brasil, informações incorretas estão sendo divulgadas em áudios e textos em redes sociais e aplicativos de mensagem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu escritório regional, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), esclarecem que o suposto “vírus H2N3” não circula em nenhum lugar do mundo. Agências expressaram preocupação com a série de boatos sobre uma gripe associada ao suposto agente patogênico. No Brasil, informações incorretas estão sendo divulgadas em áudios e textos em redes sociais e aplicativos de mensagem.

Em um desses áudios, por exemplo, uma voz feminina diz que a OMS supostamente “não quer divulgar” casos confirmados de mortes por um “vírus H2N3” no estado de Goiás para “não alarmar” a população. Um texto pede que as pessoas façam gargarejos e limpem as narinas “com água morna contendo sal de cozinha” para “prevenir a proliferação do vírus da gripe”. A primeira informação é falsa e a segunda não tem base em evidências científicas.

A medida mais eficaz para a prevenção da influenza grave e de suas complicações é a vacinação. Entre outras importantes ações preventivas, estão lavar as mãos regularmente (com secagem adequada); evitar tocar nos olhos, nariz ou boca; evitar o contato próximo com pessoas doentes; autoisolamento precoce daqueles que se sentem mal, febris e apresentam outros sintomas da gripe; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, usando tecidos e descartando-os adequadamente.

Os agentes patogênicos causadores da gripe mudam constantemente. Por isso, a Rede Global de Vigilância de Influenza da OMS (GISN, na sigla em inglês), uma aliança de 144 Centros Nacionais de Influenza de todo o mundo, monitora os vírus que circulam em humanos.

Três desses centros ficam no Brasil. O trabalho das instituições permitiu ao país identificar quais os tipos de vírus de influenza atualmente circulam no território brasileiro. São eles o influenza A (H1N1pdm09), A (H3N2) e influenza B. A vacina contra a gripe que será aplicada em uma campanha do Ministério da Saúde, na segunda quinzena deste mês, protege contra esses três tipos de vírus.

O estado de Goiás iniciou na sexta-feira (13) uma campanha antecipada de vacinação contra a influenza A, devido a um surto de influenza por H1N1 no mês de março, na Vila São Cotollengo, em Trindade, na região metropolitana de Goiânia.

Cepas de vírus no mundo

A influenza sazonal é uma infecção respiratória aguda causada por vírus da influenza que circulam em todas as partes do mundo. Atualmente, há quatro tipos de vírus de gripe sazonal: A, B, C e D. Os vírus influenza tipo A são classificados em subtipos de acordo com as combinações de duas proteínas diferentes, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N), localizadas na superfície do vírus. Os subtipos de vírus da gripe A que circulam atualmente entre seres humanos são os da influenza A (H1N1) e A (H3N2).

O A (H1N1) também é conhecido como A (H1N1) pdm09, pois causou uma pandemia em 2009 e posteriormente substituiu o vírus da gripe sazonal A (H1N1) que havia circulado antes de 2009. Pelo que se sabe até hoje, apenas os vírus influenza tipo A já causaram pandemias.

Os vírus influenza B não são classificados em subtipos, mas podem ser divididos em duas linhagens, denominadas B/Yamagata ou B/Victoria.

Os vírus da gripe A e B circulam e causam surtos e epidemias. Por isso, as linhagens relevantes dos vírus dessas gripes estão incluídas nas vacinas contra a gripe sazonal. O vírus influenza C é detectado com muito menos frequência e geralmente provoca infecções leves, não apresentando implicações significativas para a saúde pública.

Os vírus da influenza D afetam principalmente o gado e não parecem ser causa de infecção ou doença no ser humano.

Produção de vacina

A produção da vacina contra a influenza no Brasil começa a partir do mês de setembro, quando a OMS dá autorização para que os laboratórios a fabriquem. Essa medida é necessária porque, a cada ano, é preciso avaliar quais as cepas (tipos) do vírus mais circularam no Hemisfério Sul no ano anterior.

Após a determinação da OMS, os laboratórios levam em torno de seis meses para produzir a vacina que será disponibilizada à população.

Edição: Site TV Alepi

Fonte:  ONU BR




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