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28-05-20 16:09

Antes da pandemia, para fazer compras os piauienses percorriam uma média de 86 km

A pesquisa pode contribuir para fazer diagnósticos mais detalhados de impacto específico para as cidades que funcionam como centros comerciais.

A população piauiense percorria, em média, cerca de 86,9 quilômetros para comprar itens de vestuário e calçados em 2018, antes da pandemia provocada pelo novo coronavírus. O deslocamento médio para adquirir móveis, eletrodomésticos e eletrônicos era semelhante, de 86,7 quilômetros. Os dados são da pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic) 2018 - Informações de deslocamentos para Comércio, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A divulgação dos resultados do estudo foi antecipada para contribuir com diagnósticos do impacto econômico da Covid-19. 


Com o isolamento social atual, houve mudanças no padrão geográfico de consumo por causa da redução da atividade comercial e de restrições de deslocamentos entre municípios. Assim, a pesquisa pode contribuir para fazer diagnósticos mais detalhados de impacto específico para as cidades que funcionam como centros comerciais. 


O Amazonas possuía os maiores deslocamentos médios e era o único estado do país a superar os 300 quilômetros de percurso para compras. Em média, eram 388,2 quilômetros para compra de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e 341,8 quilômetros para adquirir roupas e calçados. No Brasil, a média foi de 73 e de 78 quilômetros respectivamente.



O município de Avelino Lopes, no extremo Sul do Piauí, possuía o 2º maior deslocamento médio do país para compra de roupas e calçados: cerca de 1.522,7 quilômetros. A distância era menor apenas que a do município de Nova Mamoré, em Rondônia (1.565,3 km). Para a compra de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, os habitantes de Avelino Lopes percorriam a mesma distância média (1.522,7 km), mas, nesse quesito, a cidade possuía o 3º maior percurso do Brasil. Somente Imperatriz (MA) e Araguaína (TO) possuíam deslocamentos maiores que a cidade piauiense, de 2.008,7 e 1.829,8 quilômetros respectivamente. 


De acordo com a pesquisa, o atendimento às demandas das cidades afastadas dos grandes centros urbanos frequentemente é feito pela internet, mas há locais que atraem pessoas de distâncias maiores, por possuírem comércio diversificado de eletrônicos, por exemplo. 


Teresina era um dos principais destinos para compra de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos do país antes da pandemia

 

O arranjo populacional de Teresina era o 9º do país que mais atraía pessoas para a compra de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos antes da pandemia de Covid-19. Arranjos populacionais são regiões compostas por mais de um município, que possuem integração significativa em razão da contiguidade territorial ou dos frequentes deslocamentos para trabalho ou estudo. 


O arranjo populacional de Teresina possuía um índice de atração de 1.589.571 pessoas de outras cidades com o intuito de comprar móveis e eletroeletrônicos. Por sua vez, no tocante à atração para a compra de vestuário e calçados, o índice de atração de Teresina era de 1.373.681 pessoas de outros municípios. O índice de atração aponta a quantidade potencial de pessoas que um município pode atrair para a aquisição de determinado bem ou serviço. Esse índice não corresponde ao número de pessoas que efetivamente se deslocam às cidades, mas oferece um parâmetro comparativo da atração entre diferentes municípios.



Contando com a capital, o Piauí possuía 35 municípios polos de comércio de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos e 29 cidades polo de comércio de roupas e calçados. Depois de Teresina, os municípios do estado com maior atratividade para ambas as atividades comerciais eram Parnaíba, Picos, Floriano, Piripiri e São Raimundo Nonato. 


A pesquisa aponta que em Gilbués, Piracuruca, Simplício Mendes e Caraúbas do Piauí o principal atrativo para visitantes de outras cidades era o comércio de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos. Já Parnaíba, São Raimundo Nonato, Esperantina e Piripiri eram fortes na atratividade baseada na comercialização de roupas e calçados.  


Com informações IBGE-PI






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