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17-07-19 16:38

Previdência: Maia pede empenho de governadores de todos os partidos para inclusão de estados e municípios

A participação de funcionários de prefeituras e governos estaduais foi retirada durante a votação da reforma na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou ter confiança de que o Senado conseguirá fazer a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência, mas apontou que a mobilização de governadores "de todos os partidos" será essencial para que a proposta tenha sucesso. A participação de funcionários de prefeituras e governos estaduais foi retirada durante a votação da reforma na Câmara, mas pode ser retomada no Senado - o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que comanda a casa, disse que buscará a inclusão.

Maia falou sobre o tema durante entrevista coletiva que concedeu à imprensa na residência oficial da Presidência da Câmara, em Brasília. O deputado declarou ainda que não vê possibilidade de que o segundo turno da votação da reforma, previsto para agosto, traga resultado diferente do obtido no primeiro. Segundo Maia, a votação do primeiro turno da Previdência foi a sessão com o maior quórum da história da Câmara desde 1991, à exceção das votações de impeachment (Fernando Collor em 1992 e Dilma Rousseff em 2016) e das cerimônias de posse.

“A única coisa que vai precisar, quando voltar para Câmara, é que os partidos de todos os governadores colaborem, se não a gente vai ter dificuldade de aprovar. A gente vai precisar que o PT, PSB e PDT ajudem a aprovar a PEC paralela, se não vai ter obstrução”, disse.

Rodrigo Maia disse esperar que estados e municípios sejam reinseridos na reforma, para que possam corrigir o déficit previdenciário. Na avaliação do presidente, o déficit nos entes federados vai crescer mais R$ 40 bilhões nos próximos quatro anos, o que diminui a capacidade de investimento e de pagamento.

“Sou a favor que se reorganizem os sistemas, mas tem o debate político, e não podemos deixar de dar clareza a isso: há estados que governadores querem a inclusão dos seus estados, mas os deputados estão votando contra”, afirmou o presidente.

O presidente avaliou ainda que mantém as negociações com os parlamentares e os líderes para garantir a vitória da PEC no segundo turno. Segundo ele, alguns destaques quase foram aprovados e isso poderia gerar uma perda de economia muito grande. Maia afirmou que os articuladores da reforma não podem errar no quórum e nos destaques.

Rodrigo Maia explicou ainda que, tirando o impeachment e o quórum para posse e eleição para a presidência da Casa, a reforma da previdência teve o maior quórum da história numa votação de uma proposição.

Com informações Gazeta do Povo

Edição Site TV Assembleia

Fonte: Gazeta do Povo - Por Olavo Soares
Agência Câmara Notícias
Imagem: Net



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