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11-01-19 09:49

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%, diz IBGE

Após a queda de 0,21% em novembro, o IPCA registrou variação de 0,15% em dezembro, sob influência, principalmente, do grupo Alimentação e Bebidas

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro foi de 0,15%, ficando acima dos -0,21% de novembro. Essa foi a menor variação para um mês de dezembro desde o início do Plano Real, em 1994. Em dezembro de 2017, o índice tinha sido de 0,44%. O IPCA acumulado em 2018 ficou em 3,75%, 0,80 ponto percentual acima dos 2,95% registrados em 2017.

PeríodoTAXA
Dezembro de 20180,15%
Novembro de 2018-0,21%
Dezembro de 20170,44%
Acumulado em 20183,75%

O INPC de dezembro foi de 0,14%, acima dos -0,25% de novembro. Ao lado de dezembro de 2016 (0,14%), esta variação foi a menor para o mês desde o início do Plano Real. O acumulado de 2018 fechou em 3,43%, acima dos 2,07% de 2017.

Após a queda de 0,21% em novembro, o IPCA registrou variação de 0,15% em dezembro, sob influência, principalmente, do grupo Alimentação e bebidas (0,44%) que, com 0,11 p.p. de impacto, foi responsável por quase 3/4 do índice de dezembro. Por outro lado, os grupos Transportes (-0,54%) e Habitação (-0,15%) vieram com deflação, contribuindo com -0,12 p.p. no IPCA do mês, conforme mostra a tabela a seguir:

IPCA - Variação e Impacto por grupos - mensal
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
NovembroDezembroNovembroDezembro
Índice Geral-0,210,15-0,210,15
Alimentação e Bebidas0,390,440,100,11
Habitação-0,71-0,15-0,11-0,02
Artigos de Residência0,480,570,020,02
Vestuário-0,431,14-0,030,06
Transportes-0,74-0,54-0,14-0,10
Saúde e Cuidados Pessoais-0,710,32-0,090,04
Despesas Pessoais0,360,290,040,03
Educação0,040,210,000,01
Comunicação-0,070,010,000,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços    

O grupo dos alimentos teve aumento nos preços de novembro (0,39%) para dezembro (0,44%), gerando o maior impacto no índice. As maiores pressões vieram dos alimentos para consumo em casa (de 0,34% em novembro para 0,50% em dezembro). Apesar de alguns produtos passarem a custar menos em dezembro, como por exemplo o leite longa vida (-7,73%), o pão francês (-1,31%) e o arroz (-1,19%), outros produtos, também importantes, exerceram pressão contrária, como a cebola (24,03%), a batata-inglesa (20,05%), o feijão-carioca (12,98%), as frutas (3,11%) e as carnes (2,04%). Já a alimentação fora de casa desacelerou de novembro (0,49%) para dezembro (0,33%).

Os maiores impactos individuais no IPCA de dezembro, tanto positiva quanto negativamente, foram registrados no grupo dos Transportes (-0,54% e -0,10 p.p.). São eles: passagem aérea, com alta de 29,12% (0,12 p.p.), e os combustíveis, cujos preços ficaram, em média, 4,25% mais baratos e contribuíram com -0,25 p.p.

Os principais responsáveis pela queda do grupo dos Transportes (-0,54%) foram os combustíveis (-4,25%), em especial a gasolina (-4,80%), acompanhada pelo óleo diesel (-3,45%) e o etanol (-2,70%).

ônibus urbano (0,13%) incorpora o reajuste nas tarifas em Aracaju (9,43%) de 14,00%, a partir de 09 de dezembro, e de 6,76% em Campo Grande (5,95%), desde 03 de dezembro. No ônibus intermunicipal(0,77%), estão contemplados os reajustes nas tarifas em Aracaju (10,71%) de 14,00%, a partir de 09 de dezembro, e de 9,45% em Porto Alegre (5,98%), desde 1º de dezembro.

No grupo Habitação, a queda de 0,15%, menos intensa que a registrada em novembro      (-0,71%), teve forte influência do item energia elétrica (-1,96% e -0,08 p.p.) e refletiu a mudança na bandeira tarifária, que passou de amarela, em novembro, com a cobrança adicional de R$0,01 para cada kwh consumido, para verde, em dezembro, sem cobrança. As áreas apresentaram variação entre os -8,17% da região metropolitana de Fortaleza e o 6,71% de Rio Branco. Nesta última, o reajuste de 21,29%, em vigor a partir de 13 de dezembro de 2018, foi suspenso em 03 de janeiro de 2019 por determinação judicial.

Ainda no grupo Habitação (-0,15%), o item taxa de água e esgoto (0,71%) retrata o reajuste de 6,04% das tarifas, no Rio de Janeiro (5,65%), em vigor desde 1º de dezembro, e de 8,60%, em Porto Alegre (1,85%), a partir de 16 de dezembro.

No grupo Vestuário (1,14%), os destaques ficam com os itens roupa feminina (2,34%), roupa masculina(1,57%) e roupa infantil (0,91%).

Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas, os seguintes itens: plano de saúde (0,80%), empregado doméstico (0,34%) e eletrodomésticos (0,92%).

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o de Aracaju (0,67%), reflexo do reajuste de 14,00% na tarifa dos ônibus urbanos (9,43%), em vigor desde 09 de dezembro e do item passagem aérea (32,15%). A região metropolitana de Curitiba (-0,17%) apresentou o índice mais baixo em função das quedas de 6,40% na gasolina e de 2,72% na energia elétrica.  A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada:

IPCA - Variação por regiões - mensal e acumulada no ano
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
NovembroDezembroAno
Aracaju0,79-0,310,672,64
Rio Branco0,42-0,110,633,44
Salvador6,12-0,310,564,04
Belém4,230,000,483,00
Rio de Janeiro12,06-0,020,404,30
Brasília2,80-0,430,323,06
Porto Alegre8,40-0,420,264,62
São Luís1,87-0,110,252,65
Recife4,20-0,110,182,84
Fortaleza2,91-0,070,072,90
Campo Grande1,51-0,310,062,98
São Paulo30,67-0,300,033,68
Belo Horizonte10,86-0,090,014,00
Vitória1,78-0,30-0,014,19
Goiânia3,590,12-0,033,14
Curitiba7,79-0,26-0,173,38
Brasil100,00-0,210,153,75

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 27 de outubro a 28 de novembro de 2018 (base).

IPCA acumula variação de 3,75% em 2018

O IPCA encerrou o ano de 2018 com 3,75% de variação, 0,80 p.p. acima dos 2,95% registrados em 2017. Ao longo de 2018, as taxas se distribuíram da seguinte forma:

IPCA - Mês, trimestre e ano
MêsVariação (%)
MêsTrimestreAno
Janeiro0,29 0,29
Fevereiro0,32 0,61
Março0,090,700,70
Abril0,22 0,92
Maio0,40 1,33
Junho1,261,892,60
Julho0,33 2,94
Agosto-0,09 2,85
Setembro0,480,723,34
Outubro0,45 3,81
Novembro-0,21 3,59
Dezembro0,150,393,75

O índice de 2018 foi influenciado, especialmente, pelas despesas com produtos e serviços dos grupos Habitação, com alta de 4,72% e impacto de 0,74 p.p., Transportes, com alta de 4,19% e 0,76 p.p. e Alimentação e Bebidas, com alta de 4,04% e 0,99 p.p.. Juntos, estes três grupos somam 2,49 p.p., responsáveis por 66% do IPCA. A tabela a seguir mostra os resultados de todos os grupos de produtos e serviços.

IPCA - Variação acumulada e impacto por grupos - 2018 e 2017
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
2017201820172018
Índice Geral2,953,752,953,75
Alimentação e Bebidas-1,874,04-0,480,99
Habitação6,264,720,950,74
Artigos de Residência-1,483,74-0,060,15
Vestuário2,880,610,170,04
Transportes4,104,190,740,76
Saúde e Cuidados Pessoais6,523,950,760,48
Despesas Pessoais4,392,980,470,33
Educação7,115,320,330,26
Comunicação1,76-0,090,070,00

Ficando atrás apenas do grupo Educação (5,32%), cujo destaque ficou com os cursos regulares (5,68%), Habitação, com 4,72%, foi o grupo que apresentou a segunda maior variação, com impacto de 0,74 p.p. Neste grupo, a principal influência veio do item energia elétrica, com variação acumulada no ano de 8,70% e 0,31 p.p. de impacto.

Em 2018, a variação acumulada da energia elétrica (8,70%) ficou pouco abaixo da registrada no ano anterior (10,35%). As regiões apresentaram variação entre -3,62% em Fortaleza e 17,67% em São Luís. Na primeira, o reajuste de 3,80% nas tarifas foi o menor dentre as áreas pesquisadas. Em São Luís, por sua vez, houve reajuste de 16,94%. Além disso, ao longo do ano, entraram em vigor as bandeiras tarifárias, acarretando em cobrança adicional, conforme apresentado na tabela abaixo:

IPCA - Energia elétrica - bandeiras tarifárias mês a mês
MêsBandeira tarifáriaCobrança adicional
JaneiroVerde-
FevereiroVerde-
MarçoVerde-
AbrilVerde-
MaioAmarelaR$ 0,01 por kwh
JunhoVermelha 2R$ 0,05 por kwh
JulhoVermelha 2R$ 0,05 por kwh
AgostoVermelha 2R$ 0,05 por kwh
SetembroVermelha 2R$ 0,05 por kwh
OutubroVermelha 2R$ 0,05 por kwh
NovembroAmarelaR$ 0,01 por kwh
DezembroVerde-

Nos Transportes (4,19%), que detêm cerca de 18,5% do IPCA, os destaques foram: passagem aérea(16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%).

Após apresentar variação negativa (-1,87%) no ano de 2017, impulsionado pela safra recorde, o grupo Alimentação e bebidas encerra 2018 com uma taxa acumulada de 4,04%. Esse grupo responde por cerca de 1/4 das despesas das famílias e foi o principal impacto no ano com 0,99 p.p. A safra de 2018 ficou cerca de 5% abaixo da do ano anterior, sendo a segunda melhor da série histórica.

Vale lembrar que, no final de maio de 2018, a paralisação dos caminhoneiros provocou um desabastecimento, o que impactou os preços de diversos produtos, levando o grupo a apresentar variação de 2,03% em junho, a segunda maior para um mês de junho desde a implantação do Plano Real.

Os preços dos alimentos para consumo em casa, cujo peso é 15,7%, subiram 4,53%, enquanto a alimentação consumida fora de casa, que pesa 8,8% no índice, apresentou variação de 3,17%, conforme pode ser observado na tabela a seguir:

IPCA - Alimentação - Variação mensal
MêsVariação mensal (%)
Alimentação e bebidasAlimentação em casaAlimentação fora 
Janeiro0,741,120,06
Fevereiro-0,33-0,610,18
Março0,07-0,180,52
Abril0,090,27-0,22
Maio0,320,360,26
Junho2,033,090,17
Julho-0,12-0,590,72
Agosto-0,34-0,720,32
Setembro0,100,000,29
Outubro0,590,910,02
Novembro0,390,340,49
Dezembro0,440,500,33
Acumulado4,044,533,17

Regionalmente, as áreas pesquisadas apresentaram taxas variando do 1,23% de São Luís até os 6,11% da região metropolitana de Porto Alegre, área que lidera o ranking, também, na alimentação em casa, conforme mostra a tabela a seguir:

IPCA - Alimentação - Variação no ano por região
RegiãoVariação acumulada ano (%)
Alimentação e bebidasAlimentação em casaAlimentação fora
Porto Alegre6,118,211,93
Vitória4,955,723,55
Salvador4,824,216,14
Curitiba4,494,734,10
São Paulo4,435,433,01
Rio Branco4,434,843,70
Brasília4,185,212,90
Belo Horizonte3,794,582,19
Goiânia3,714,422,41
Campo Grande3,393,423,33
Rio de Janeiro3,382,454,64
Recife3,174,111,00
Fortaleza2,832,613,46
Aracaju2,042,301,40
Belém1,641,731,33
São Luís1,232,18-1,47
Brasil4,044,533,17

As maiores altas registradas no grupo dos Alimentos em 2018 foram as seguintes:

IPCA - Alimentação - Principais altas em 2018
Item20172018
Variação (%)Variação (%)Impacto (p.p.)
Tomate-4,2371,760,13
Frutas-16,5214,100,13
Refeição fora3,912,380,12
Lanche fora3,814,350,09
Leite longa vida-8,448,430,07
Pão francês1,246,460,07
Carnes-2,502,250,06
Batata-inglesa-3,9123,760,04
Cebola-0,7236,710,04
Arroz-10,865,310,03
Macarrão-2,9010,530,03
Cerveja fora4,353,710,03
Hortaliças0,8810,790,02
Frango em pedaços-5,136,440,02
Queijo-2,614,170,02
Refrigerante2,972,660,02
Frango inteiro-8,674,080,02
Refrigerante fora2,004,700,02
Farinha de trigo-11,5318,100,01
Iogurte0,375,560,01
Doces4,674,270,01
Pescado2,672,940,01
Leite em pó-9,564,100,01
Feijão-carioca-46,064,550,01
Cafezinho2,568,640,01
Margarina3,023,970,01
Cenoura18,2412,590,01
Enlatados2,983,430,01

Já as principais quedas nesse grupo foram:

IPCA - Alimentação - Principais quedas em 2018
Item20172018
Variação (%)Variação (%)Impacto (p.p.)
Café moído6,59-8,22-0,03
Farinha de mandioca-3,93-13,26-0,02
Açúcar cristal-22,32-6,36-0,02
Alho-22,50-10,81-0,01
Ovos2,94-4,03-0,01
Açúcar refinado-18,21-5,93-0,01
Feijão-fradinho-32,42-16,73-0,01
Sorvete-4,45-4,07-0,01

Saúde e cuidados pessoais fechou o ano com variação de 3,95%. Neste grupo, a pressão veio das mensalidades dos planos de saúde, que ficaram em 11,17%, maior impacto individual no índice anual.

Além dos grupos anteriores, contribuíram de forma positiva no índice do ano: Artigos de residência(3,74%), onde sobressaem os eletrodomésticos (6,28%); Despesas pessoais (2,98%), com destaque para o item empregado doméstico (3,84%) e Vestuário (0,61%), com variação de 1,28% na roupa feminina. Apenas o grupo Comunicação (-0,09%) apresentou taxa negativa, destacando-se o telefone fixo (-1,28%).

Entre os índices regionais, Porto Alegre (4,62%) teve a maior variação, onde destacaram-se as altas nas frutas (46,15%) e na energia elétrica (17,58%). Apesar de Aracaju (2,64%) e São Luís (2,65%) terem apresentado variações menores que a de Recife (2,84%), esta computa integralmente os 12 meses do ano, haja vista que as duas outras, juntamente com Rio Branco (3,44%), foram incorporadas nos índices de preços a partir de maio de 2018. Assim, no índice de Recife (2,84%), as quedas da farinha de mandioca (-23,83%) e do item higiene pessoal (-2,08%) ajudaram a conter a taxa. Os índices acumulados, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir:

IPCA - Variação anual por região
RegiãoPeso Regional (%)Variação anual (%)
20172018
Porto Alegre8,402,524,62
Rio de Janeiro12,063,034,30
Vitória1,782,554,19
Salvador6,122,144,04
Belo Horizonte10,862,034,00
São Paulo30,673,633,68
Rio Branco*0,42-3,44
Curitiba7,793,423,38
Goiânia3,593,763,14
Brasília2,803,763,06
Belém4,231,143,00
Campo Grande1,512,112,98
Fortaleza2,912,272,90
Recife4,203,312,84
São Luís*1,87-2,65
Aracaju*0,79-2,64
Brasil100,002,953,75

INPC varia 0,14% em dezembro e fecha 2018 em 3,43%

Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,14% em dezembro, acima dos -0,25% de novembro. Ao lado de dezembro de 2016, é a menor variação para o mês desde o início do Plano Real. O índice fechou 2018 acumulado em 3,43%, acima dos 2,07% de 2017. Em dezembro de 2017, o INPC tinha registrado 0,26%.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,45% em dezembro, mesmo resultado registrado no mês anterior. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,01%, acima da taxa de -0,55% de novembro.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o de Aracaju (0,83%), reflexo do reajuste de 14,00% na tarifa dos ônibus urbanos (9,43%), em vigor desde 09 de dezembro e do item higiene pessoal (3,90%). Já o índice mais baixo foi na região metropolitana de Curitiba (-0,32%) em função das quedas de 6,40% na gasolina e de 2,80% na energia elétrica. A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada:

INPC - Variação por regiões - mensal e acumulada no ano
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
NovembroDezembroAno
Aracaju1,29-0,360,832,32
Salvador8,75-0,210,633,70
Rio Branco0,59-0,160,563,73
Belém6,44-0,030,442,59
São Luís3,11-0,080,342,37
Recife5,88-0,080,282,30
Porto Alegre7,38-0,540,204,56
Fortaleza5,420,060,142,69
Rio de Janeiro9,51-0,260,134,17
Campo Grande1,64-0,430,102,57
Brasília1,88-0,580,042,24
Belo Horizonte10,60-0,100,033,63
São Paulo24,24-0,430,013,54
Goiânia4,150,34-0,102,88
Vitória1,83-0,41-0,273,96
Curitiba7,29-0,34-0,323,33
Brasil100,00-0,250,143,43

No fechamento de 2018, o índice acumulou 3,43%, acima dos 2,07% de 2017 em 1,36 p.p. Os alimentostiveram variação de 3,82% enquanto os não alimentícios variaram 3,25%. Em 2017, os alimentos haviam apresentado queda de 2,70% e, os não alimentícios, alta de 4,25%. A tabela a seguir apresenta os resultados por grupo de produtos e serviços.

INPC - Variação acumulada e impacto por grupos - 2018 e 2017
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
2017201820172018
Índice Geral2,073,432,073,43
Alimentação e Bebidas-2,703,82-0,851,15
Habitação6,354,481,110,82
Artigos de Residência-1,843,36-0,090,16
Vestuário2,730,640,190,05
Transportes4,644,500,720,71
Saúde e Cuidados Pessoais4,761,970,470,19
Despesas Pessoais3,692,540,270,19
Educação7,015,340,210,17
Comunicação1,22-0,400,04-0,01

Quanto aos índices regionais, o maior foi da região metropolitana de Porto Alegre (4,56%), tendo em vista a alta de 44,66% nas frutas e de 17,47% na energia elétrica. Já o índice mais baixo foi o de Brasília (2,24%), onde as quedas da cerveja (-10,73%) e do item higiene pessoal (-7,60%) ajudaram a conter a taxa. Os índices, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir.

INPC - Variação anual por região
RegiãoPeso Regional (%)Variação anual (%)
20172018
Porto Alegre7,382,004,56
Rio de Janeiro9,511,264,17
Vitória1,831,853,96
Rio Branco0,59-3,73
Salvador8,751,843,70
Belo Horizonte10,601,133,63
São Paulo24,242,683,54
Curitiba7,293,243,33
Goiânia4,153,142,88
Fortaleza5,421,912,69
Belém6,440,742,59
Campo Grande1,640,852,57
São Luís3,11-2,37
Aracaju1,29-2,32
Recife5,882,622,30
Brasília1,883,092,24
Brasil100,002,073,43

INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018 (referência) com os preços vigentes no período de 27 de outubro a 28 de novembro de 2018 (base).


Edição Site TV Assembleia
Fonte: IBGE
Imagem: Money Report



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