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25-09-18 15:04

Casos de sarampo aumentam 32% nas Américas desde agosto, diz agência da ONU

Atrás do Estado venezuelano, vem o Brasil, com 1.735 episódios verificados.

Em novo boletim epidemiológico, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) identifica na região das Américas um aumento de 32% nos casos de sarampo desde 21 de agosto. Ocorrências já somam 6.629. O crescimento foi considerado “preocupante” pela agência da ONU, mesmo representando uma desaceleração no avanço da doença. Venezuela lidera lista de 11 países que registraram a doença em 2018, com 4.605 ocorrências confirmadas da infecção.

Atrás do Estado venezuelano, vem o Brasil, com 1.735 episódios verificados. Em seguida, o levantamento aponta Estados Unidos (124), Colômbia (85), Canadá (22), Peru (21), Equador (19), Argentina (11), México (5), Antígua e Barbuda (1) e Guatemala (1). O boletim da OPAS levou em conta os dados disponibilizados por organismos de saúde pública até a última sexta-feira (21).

Em 21 de agosto, esses mesmos países haviam confirmado 5.004 casos. Em 20 de julho, eram 2.472 infecções confirmadas. Em 8 de junho, 1.685. Em 6 de abril, 385.

Para controlar a propagação da doença nas Américas, a OPAS recomenda aos países ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar rapidamente casos suspeitos de sarampo.

Durante surtos, o organismo internacional também recomenda a gestão adequada das internações, para evitar a chamada transmissão nosocomial — quando um paciente contrai uma doença durante sua estadia em um estabelecimento de saúde. Para evitar esse tipo de disseminação, é necessário estabelecer salas de isolamento, para diminuir o contato entre pacientes, e também realizar a vacinação dos profissionais de saúde.

A atualização epidemiológica completa pode ser acessada em inglês ou espanhol.

OPAS em ação

A OPAS tem trabalhado diretamente com vários dos países afetados pelo sarampo, inclusive por meio de atividades de campo. No Brasil, a agência da ONU apoia as ações, no Amazonas e em Roraima, de vacinação, vigilância, gestão, planejamento, educação, comunicação de risco, resposta rápida, compra de insumos, contratação de vacinadores e aluguel de veículos para transporte de equipes de saúde. O organismo atua em coordenação com as autoridades de saúde nacionais, estaduais e municipais.

A instituição também organizou recentemente, junto com o Ministério da Saúde brasileiro, um treinamento de resposta rápida a surtos de sarampo e rubéola para cerca de 70 profissionais das áreas de vigilância epidemiológica, imunização e laboratório dos 27 estados brasileiros.

Campanha de vacinação no Brasil

O Brasil alcançou na semana passada a meta de vacinar pelo menos 95% das crianças de até cinco anos de idade contra o sarampo e a poliomielite. O balanço da Campanha Nacional de Vacinação, encerrada em 14 de setembro, registrou uma cobertura vacinal de 95,3% para sarampo e 95,4% para pólio.

Informações essenciais para a população

  • O vírus causador do sarampo é espalhado por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções nasais ou da garganta.
  • Entre os sintomas, estão erupção cutânea (vermelhidão na pele), febre, nariz escorrendo, olhos vermelhos e tosse. Entre as complicações mais graves, estão cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia.
  • Pessoas com sinais de sarampo devem ser levadas para um centro de saúde imediatamente.
  • O vírus permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas e pode ser transmitido por uma pessoa infectada a partir de quatro a seis dias antes e quatro dias depois do aparecimento de erupções cutâneas (vermelhidão na pele).
  • No Brasil, quando a pessoa for se vacinar, é importante levar junto o próprio cartão de vacinação e o mesmo documento relativo às suas filhas ou filhos. Assim, os profissionais de saúde poderão ver se serão necessárias outras vacinas. Se a pessoa não tiver o cartão de vacinação, as vacinas também estarão disponíveis para ela. Mas é importante que se lembre de guardá-lo da próxima vez.
  • Às vezes, leve inchaço e vermelhidão podem ocorrer no local da injeção da vacina. Isso não deve ser motivo de preocupação e, normalmente, desaparece com compressas mornas e paracetamol.

Edição Site TV Assembleia
Fonte: ONU
Imagem: Erasmo Salomão



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