População de comunidades carentes de Teresina percorre em média 1,6 km na busca de atendimento em hospitais
21/05/2020 14:46

Moradores de comunidades carentes de Teresina percorrem 1,6 quilômetros, em média, até o hospital mais próximo na busca por atendimento. O maior deslocamento da população dessas comunidades carentes até estabelecimentos de saúde com suporte de observação e internação é o dos habitantes do Parque Torquato Neto, na Zona Sul da capital. O hospital mais próximo é a Unidade de Pronto Atendimento 24h do bairro Promorar, distante cerca de 6,8 km.

Essas comunidades estão localizadas em áreas denominadas tecnicamente de Aglomerados Subnormais, caracterizadas pela ocupação irregular, urbanização fora dos padrões, carência de serviços públicos essenciais e por apresentarem restrições à moradia. Popularmente, são conhecidas como favelas, invasões, comunidades, loteamentos, vilas, etc. As informações divulgadas foram obtidas por meio do cruzamento da  estimativa de domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e  de informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, que considera estabelecimentos públicos e privados de saúde em Teresina.

A divulgação do mapeamento de Aglomerados Subnormais 2019 foi antecipada pelo IBGE, com o intuito de fornecer informações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Muitos desses locais possuem alta densidade de edificações, o que dificulta o isolamento social e pode facilitar a disseminação do coronavírus. Os dados estão disponíveis para consulta em mapas interativos do hotsite covid19.ibge.gov.br.


Já as distâncias percorridas pela população das comunidades carentes até locais das Unidades Básicas de Saúde são mais curtas, aproximadamente 676 metros em média. O maior deslocamento para atendimento primário de saúde é feito pelos moradores da Vila Encontro com Deus, na Zona Sudeste da capital, que fazem um percurso de 2,7 quilômetros até a Unidade de Pronto Atendimento 24h do bairro Renascença.

No interior, as distâncias médias percorridas são aproximadamente iguais às da capital. Quanto aos estabelecimentos com suporte de observação e internação, em Parnaíba, chega-se a um deslocamento de até 4,8 quilômetros partindo do Aglomerado Subnormal Comunidade Mãe Rainha. Em Picos, os moradores do Aglomerado Subnormal Tapera percorrem aproximadamente 4,5 quilômetros até o estabelecimento mais próximo.

Com relação à atenção primária de saúde, em Picos o maior deslocamento é o dos moradores do Aglomerado Subnormal Tapera, que percorrem cerca de 3 quilômetros. E, em Parnaíba, novamente os habitantes do Aglomerado Subnormal Comunidade Mãe Rainha enfrentam as maiores distâncias, aproximadamente 1,8 quilômetros.

19,54% dos domicílios ocupados em Teresina estão em comunidades carentes

Cerca de 19,54% dos domicílios habitados em Teresina estão localizados em comunidades carentes, percentual que equivale a 50.078 residências. Esse percentual posiciona Teresina como a capital com a 8ª maior proporção de domicílios em Aglomerados Subnormais no país. Belém, no Pará, possui a proporção mais alta (55,49%) e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a mais baixa (1,45%).


Além de Teresina, apenas Picos e Parnaíba possuem Aglomerados Subnormais no Piauí, mas em proporções bastante inferiores ao verificado na capital. Picos  possui 117 domicílios ocupados nessas áreas, o que representa 0,50% do total de residências do município; já em Parnaíba, há 187 lares habitados em Aglomerados Subnormais, o que equivale a 0,45% do total de domicílios da cidade.

Piauí tem 50,3 mil domicílios habitados em comunidades carentes

Existem  50.382 domicílios piauienses  que se localizam em comunidades carentes, o que representa 5,5% do número total de domicílios habitados do estado (917.414). A Unidade da Federação que possui maior proporção é o Amazonas, com 34,6%. O Mato Grosso do Sul vem em último lugar, com 0,7%. Em todo o país, foram identificados  5 milhões de domicílios em Aglomerados Subnormais, o que equivale a 7,8% do total de lares brasileiros.


Com informações IBGE-PI


Imagem: Ponte Jornalismo
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