Batalha do Jenipapo - Solenidades marcam 196 anos do evento histórico
14/03/2019 15:33

Celebrações religiosas, homenagens a personalidades que contribuem para o desenvolvimento do estado e espetáculo teatral marcaram as comemorações dos 196 anos da Batalha do Jenipapo.

A missa foi celebrada pelo bispo de Campo Maior, D. Francisco de Assis. O governador Wellington Dias, a vice-governadora Regina Sousa, parlamentares e autoridades de diversos segmentos, além de populares, participaram das celebrações, que ocorreram no dia 13 de Março, Dia da Batalha do Jenipapo, em Campo Maior.

Historiadores começam a reconhecer o evento histórico como fundamental para a a Independência do Brasil.


O fato histórico

A batalha do jenipapo ocorreu junto do Riacho Jenipapo na cidade de Campo Maior – Pi. Houve uma importante luta sangrenta envolvendo soldados treinados do governo de Portugal, fortemente armados, e cidadãos comuns piauienses, na data de 13 de março de 1823, cujas circunstâncias históricas consistia em tornar o Piauí livre da dominação Portuguesa, uma vez que em 7 de setembro de 1822 o Brasil oficialmente se declarava independente de Portugal.

As provas da Batalha do Jenipapo estão devidamente registradas nos livros de pesquisadores que se interessaram pelo episódio como a professora   Claudete Maria Miranda Dias, Francisco Castro, Abdias Neves Caio Tiago e Bernardo Aurélio e a criação em 1973 do Monumento do Jenipapo em Campo Maior.

Exército de sertanejos

Claudete Maria Miranda Dias relata que mais de 2.000 pessoas entre fazendeiros, oficiais militares, vaqueiros, lavradores, artesãos, escravos e roceiros foram lutar contra os soldados portugueses no campo de batalha, usando foices, facões, machados, enxadas bem como outros instrumentos domésticos.

Do lado oposto havia soldados treinados, entre 1.600 a 1.800 homens, na cavalaria, fuzilaria, homens de infantaria, todos equipados e armados, com 11 peças de artilharia, um canhão e lançadoras de granadas, conforme relata a professora Claudete Maria Miranda Dias.

O resultado obviamente foi uma carnificina, com 200 mortos em poucas horas. Em 1823 essa região era composta por pessoas de vida humilde, simples, e um padrão social, típico de zona rural. A vida dessas pessoas, nessa época, consistia em sair de casa para a roça e no domingo da casa para a capela.

Do outro lado, os inimigos eram pessoas acostumadas com uma vida de crueldade, com históricos de assassinatos e sabe lá Deus do que mais, pois eram mercenários.

Esses humildes camponeses teriam sido levados a luta por um sentimento patriótico? Ou foram empurrados para a morte por uma elite local que oprimia seus pares tanto quanto o governo estrangeiro?

A tática de guerrilha dos piauienses

Não importava o quanto de preparação militar tinham os piauienses, antes de tudo, importava sair da dominação portuguesa, pelo menos é o que podemos compreender.

Penso que na época aquelas pessoas não sabiam o que era tática de guerrilha, no entanto, após a luta que durou de 9:00h às 14:00h, num ataque de surpresa, os sertanejos se apoderaram dos armamentos, munições e bagagem dos militares portugueses e cercaram o caminho para a cidade de Oeiras, que já tinha aderido a Independência.

A fuga do Comandante Fidié

Este fato, somado a outros, fizeram que o Comandante Fidié se retirasse do Piauí. Ele, com sua tropa, se refugiou em Caxias – Ma, onde tentou recuperar suas forças militares e econômicas, mas não conseguiu ao que tudo indica.

Nesse momento,  os portugueses já se encontravam provavelmente sem recursos financeiros e passando sérias dificuldades de sobrevivência, até porque estavam em terras estranhas para eles.

Sem recursos financeiros, com boa parte do armamento subtraída pelos sertanejos e com pouca alimentação, os soldados, que eram mercenários, começaram a deserdar do exército português, deixando o comandante em sérios apuros.

O cerco a Caxias

Na sequência, mais de 6.000 homens, entre piauienses, maranhenses e cearenses, se dirigiram para Caxias e após 15 dias de cerco a cidade ocorreu o combate no Morro das Tabocas, com a rendição de Fidié, faminto e desarmado.

Em 6 de agosto de 1823 foi oficializado, por uma junta Militar, a independência do Maranhão, Piauí e Ceará.

Fidié foi preso e enviado para o Rio de Janeiro, de onde foi enviado para Portugal, aparentemente sem nenhuma consequência para as mortes a que deu causa.

A batalha do jenipapo ocorreu junto do Riacho Jenipapo na cidade de Campo Maior – Pi. Houve uma importante luta sangrenta envolvendo soldados treinados do governo de Portugal, fortemente armados, e cidadãos comuns piauienses, na data de 13 de março de 1823, cujas circunstâncias históricas consistia em tornar o Piauí livre da dominação Portuguesa, uma vez que em 7 de setembro de 1822 o Brasil oficialmente se declarava independente de Portugal.

As provas da Batalha do Jenipapo estão devidamente registradas nos livros de pesquisadores que se interessaram pelo episódio como a professora   Claudete Maria Miranda Dias, Francisco Castro, Abdias Neves Caio Tiago e Bernardo Aurélio e a criação em 1973 do Monumento do Jenipapo em Campo Maior.

Exército de sertanejos

Claudete Maria Miranda Dias relata que mais de 2.000 pessoas entre fazendeiros, oficiais militares, vaqueiros, lavradores, artesãos, escravos e roceiros foram lutar contra os soldados portugueses no campo de batalha, usando foices, facões, machados, enxadas bem como outros instrumentos domésticos.

Do lado oposto havia soldados treinados, entre 1.600 a 1.800 homens, na cavalaria, fuzilaria, homens de infantaria, todos equipados e armados, com 11 peças de artilharia, um canhão e lançadoras de granadas, conforme relata a professora Claudete Maria Miranda Dias.

O resultado obviamente foi uma carnificina, com 200 mortos em poucas horas. Em 1823 essa região era composta por pessoas de vida humilde, simples, e um padrão social, típico de zona rural. A vida dessas pessoas, nessa época, consistia em sair de casa para a roça e no domingo da casa para a capela.

Do outro lado, os inimigos eram pessoas acostumadas com uma vida de crueldade, com históricos de assassinatos e sabe lá Deus do que mais, pois eram mercenários.

Esses humildes camponeses teriam sido levados a luta por um sentimento patriótico? Ou foram empurrados para a morte por uma elite local que oprimia seus pares tanto quanto o governo estrangeiro?

A tática de guerrilha dos piauienses

Não importava o quanto de preparação militar tinham os piauienses, antes de tudo, importava sair da dominação portuguesa, pelo menos é o que podemos compreender.

Penso que na época aquelas pessoas não sabiam o que era tática de guerrilha, no entanto, após a luta que durou de 9:00h às 14:00h, num ataque de surpresa, os sertanejos se apoderaram dos armamentos, munições e bagagem dos militares portugueses e cercaram o caminho para a cidade de Oeiras, que já tinha aderido a Independência.

A fuga do Comandante Fidié

Este fato, somado a outros, fizeram que o Comandante Fidié se retirasse do Piauí. Ele, com sua tropa, se refugiou em Caxias – Ma, onde tentou recuperar suas forças militares e econômicas, mas não conseguiu ao que tudo indica.

Nesse momento,  os portugueses já se encontravam provavelmente sem recursos financeiros e passando sérias dificuldades de sobrevivência, até porque estavam em terras estranhas para eles.

Sem recursos financeiros, com boa parte do armamento subtraída pelos sertanejos e com pouca alimentação, os soldados, que eram mercenários, começaram a deserdar do exército português, deixando o comandante em sérios apuros.

O cerco a Caxias

Na sequência, mais de 6.000 homens, entre piauienses, maranhenses e cearenses, se dirigiram para Caxias e após 15 dias de cerco a cidade ocorreu o combate no Morro das Tabocas, com a rendição de Fidié, faminto e desarmado.

Em 6 de agosto de 1823 foi oficializado, por uma junta Militar, a independência do Maranhão, Piauí e Ceará.

Fidié foi preso e enviado para o Rio de Janeiro, de onde foi enviado para Portugal, aparentemente sem nenhuma consequência para as mortes a que deu causa.


Edição Site TV Assembleia

Fonte: TV Assembleia/Brasil Escola
Imagem arte: Estudo Prático
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